Osso duro de roer

outubro 19, 2007

Tropa de Elite continua dando o que falar. Já fizeram funk e uma peça publicitária hironizando a estréia, digamos, precoce do filme.

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Independente da classe social, as palavras BOPE, favela e traficantes, nunca foram faladas com tanta propriedade.

O problema é que a sociedade não se atenta para o real problema. A pobreza, a desigualdade social, a vida massacrante que pobre tem no Brasil. Por outro lado, a dura realidade das autoridades policiais, os baixos salários, a corrupção.

As pessoas cantam as músicas, falam das cenas, consomem o filme como um produto pop. Os celulares de muitos jovens já têm como toque musical uma das músicas tema do filme, cantada pelo MC Cidinho e MC Doca. “Escuta só cara, que legal o meu novo ringtone”. Devem dizer. Mal sabem (ou param para perceber) que a letra é um simples retrato do confronto entre traficantes e (o agora famoso) BOPE. Nos mínimos detalhes.

Me preocupa os caminhos do Brasil. Ainda mais quando podemos ver que a ficção está muito próxima da realidade.

Não vi o filme. Estou esperando os melhores dias para ir ao cinema. Depois do frenezi inicial, ir sem fila e com tranquilidade. Tentar consumi-lo de uma forma diferente.

Faz a diferença

outubro 3, 2007

Trilha é o que não andou faltando aqui no blog. Gosto de destacar esse tema, pois a sonoridade na propaganda, TV, cinema, etc, faz a diferença. Tira a monotonia de uma cena e transforma em algo animado. Consegue que as pessoas se recordem de algum trecho que a princípio passaria despercebido.

O que seria de Quentin Tarantino sem a marcante trilha sonora que o diretor de cinema impõem aos seus filmes? Ou os longas do boxeador Rocky com sua famosa música? Star Wars? Indiana Jones?!

O que seria dos leites Parmalat e seus bichinhos de estimação? Do Guaraná Antártica e a pipoca na panela?

A Folha de S.P. está veiculando uma propaganda (criação da África) para divulgar os dvd´s de clássicos do Jazz que vai passar a vender junto com o jornal.

Não é só a trilha que se destaca. O final do VT fecha com a ótima música Cantelope Island (música marcante no mundo do jazz). O mais interessante é o diálogo dos atores. A voz deles foi “substituída” por instrumentos. Extremamente musical.

Mano Brown no Roda Viva

setembro 25, 2007

“Mano Brown diz que a pirataria é algo incontrolável, e que tem `diversos amigos no ramo´. Para ele, o ambulante que vende seus discos piratas funciona como uma rádio, que divulga sua música sem que ele receba nada em troca. `pirataria me dá notoriedade´.”

* Agora, o programa Roda Viva tem um portal na internet. AQUI. Lá, estarão disponíveis vários programas transmitidos nos últimos anos. Destaque para a entrevista com Oliveiro Toscani, polêmico fotógrafo italiano, responsável por campanhas publicitárias da Benetton.

Quem procura, acha.

setembro 11, 2007

Quero aprender a tocar gaita. Não sei porque, mas uma das minhas novas vontades é aprender este instrumento. Claro, é possível explicar esse impulso porque gosto muito dos gêneros que geralmente usam a gaita.

Tenho duas referências de escola de música em BH. Uma delas é muito cara (aulas ministradas por um dos gaitistas mais brabos daqui) e a outra não têm aulas de gaita. Fui a caça.

Além das páginas amarelas, a net mais uma vez foi a principal ferramenta de busca. Não só encontrei outras formas de aprender, como vi muita coisa interessante que rola por aí.

Uma delas foi a Barbearia de Blues. Todo sábado, de 17 às 19h, o Espaço Cultural Solar abre uma roda de blues acústico. Um lugar para que as pessoas possam dar uma palinha no som, falar sobre música e trocar experiências sonoras. Show de bola. É desse tipo de iniciativa que o cenário musical precisa.

Uma boa alternativa para que eu comece a me inserir nesse mundo. Confere um vídeo que foi feito em uma das sabadeiras de muito blues.

Até o suco toca blues!

Estudio Coca-cola

setembro 4, 2007

Corporativismo a parte, o Estúdio Coca-Cola foi uma ação muito interessante. Por dois motivos.

O primeiro. Salvo engano, de ano em ano a Coca-Cola muda seu posicionamento através de um slogan que norteia toda a sua comunicação. “Viva o lado Coca-Cola” teve vertentes no esporte, nas artes, no cinema e, claro, na música. Sempre fechando a frase com o respectivo tema: Viva o lado Coca-Cola da Música, ou do Esporte, etc.

Fazer a confluência de vários músicos, de ritmos diferentes, para que eles toquem junto, de uma forma única é uma puta forma de se posicionar bem em um público específico. Apesar de tocar no calcanhar de aquiles de muitos fanáticos por um certo ritmo (fãs de CPM22 podem não ter gostado muito de ver Cláudia Leite cantando com os caras), a proposta está muito acima de particularidades: a música é o centro desta mistura.

O segundo motivo é pessoal. Sou publicitário. Louvo (quase) tudo que envolve música na minha área.

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A batida pop do Skank com a balada mangue do Nação Zumbi. Reggae de Armandinho com o som mais pesado do NX Zero. Rock do Cachorro Grande com o Pop-rock de Nando Reis. Hip Hop de Marcelo D2 (que já está acostumado a misturar sons) com o som progressivo de Lenine.

Vale a pena conferir o projeto. No site, todos os shows estão disponíveis na íntegra. Confere lá.