Bá tchê

agosto 31, 2007

Hoje, Rock ´n roll no Brasil tem um reduto: o sul. Falando por baixo, posso citar já consagrados nomes como Ultramen, Bidê ou Balde e Cachorro Grande.

Todos com uma mesma característica. Nada mainstreem. Um som progressivo, alternativo e que vai na contra-mão da cultura musical brasileira tosca, que deixa de lado a qualidade sonora e se importa em vender porcaria.

Prova maior do destaque das bandas do sul foi o inédito MTV Acústico Bandas Gaúchas.

Em 2006, chegou no mercado mais um CD desta ótima safra dos pampas. “Bá tchê”, é o ábum do Superguidis. Uma batida forte e letras simples, que falam de conversas sobre relacionamento a discos antigos.

A Folha de S.P. disse que eles têm “sensibilidade pop que poucas bandas conseguem atingir” e o Correio Braziliense vê no som deles um “paradoxo, de garagem e com forte apelo radiofônico”. Elogios que não são por acaso.

Eles lançaram em 2007 seu segundo álbum intitulado “A Amarga Sinfonia do Superstar” e você confere a faixa “Mais do que isso”.

No site Trama Virtual você pode escutar e baixar todas as músicas do Superguidis (além de poder conferir o que de melhor anda pintando no cenário musical nacional).

* A MTV local indicou o Superguidis como a banda revelação do Rio Grande do Sul e, no próprio site Trama Virtual, o primeiro álbum dos caras foi eleito o principal disco independente de 2006, ficando a frente de Tom Zé e Mombojó.

Cores vivas

agosto 30, 2007

Uma batida meio funk, as vezes um rock ou se você preferir um toque de jazz. Em certos momentos, eu acho que Living Colour, banda nova iorquina, se assemelha ao Alice in Chains. Mas indo mais a fundo na discografia desta banda que nasceu nos anos 80, a gente percebe que a bagagem deles vai um pouco além.

Apesar de só possuir integrantes negros, o nome Living Colour nada tem a ver com isso. Ele foi extraído de uma vinheta da rede de TV norte-americana NBC: “The following program is brought to you in living colour” (O próximo programa é trazido até você em cores vivas).

Em 1994, o guitarrista Vernon Reid decide não tocar mais com os caras, que resolvem acabar com a Living Colour. Mas, para o alívio de seus milhares de fãs, em 2001 ele retornaram seus trabalhos com força total.

Destaque para o álbum de 2003 Collideoscope, com couvers de AC DC e Beatles, e Praid, de 1995. Deste último, você confere uma apresentação dos caras no programa do Jô, com a música Love Rears Its Ugly Head.

* Curiosidade: Mick Jagger, dos Rolling Stones, foi um dos que ajudaram a banda a conseguir sua primeira gravadora. O vocalista dos Stones ficou tão impressionado com o som, que não exitou em indicá-los para a Epic Records.

Rock all night

agosto 29, 2007

Como já bem disseram os caras do Kiss: Rock n´roll all night! É um dos ritmos mais populares do mundo (soa até estranho. E o pop, é o que?). Como gosto pessoal, está nas minhas paradas de sucesso, nas minhas preferências.

Faz um tempo que venho buscando novas referências no rock. Tanto artistas contemporâneos, quanto os que começaram a construir as batidas “rocknianas”, nos primordios. Pra quem tem um pouquinho de paciência, a Internet se torna uma biblioteca e tanto.

Pra começo de conversa, falo de um cara que, para muitos, é considerado o inventor do rock. Um dos artistas que influenciaram as melhores bandas deste ritmo. Eu falo de Chuck Berry.

Charles Edward Anderson Berry tem registradas suas primeiras gravações em 1955. Letras simples que falam de garotas, carros e com muito solo de guitarra, fazem apaixonados por música acreditarem que ele é o precursor do rock. “Maybellene“, uma de suas primeiras composições, reúne um combinado de blues e música country. Esta música pode ser o primogênito do rock.

Caso você não reconheça Chuck Berry, vai identificar imediatamente vendo o vídeo abaixo.

* Curiosidade: Acredito que Johnny B. Goode caiu na boca do povo (digo povo, público geral. Provavelmente, os aficionados por rock já conheciam) com o primeiro filme da ótima trilogia De Volta Para o Futuro. Martin McFly toca esta música para o delírio dos espectadores que ainda não conheciam Chuck Berry (neste momento, Martin estava no passado). Na cena, o cara que pega o telefone e liga para um suposto primo para que ele ouça a tal balada sensacional, é, na vida real, primo de Berry.

Putumayo

agosto 17, 2007

O mercado fonográfico vem passando por poucas e boas nos últimos anos. Perdendo cada vez mais porcentagem nas vendas para a pirataria (o lado ruim) e a internet (o lado bom), que vieram como novas e avassaladoras oportunidades para os apaixonados por música.

O preço e a conveniência destes dois meios são grandes diferenciais competitivos, quando comparadas às tão arcaicas gravadoras.

Mas é no meio de um turbilhão como esse, que surgem pessoas com uma visão diferente. Eu falo da Putumayo Records. Enquanto gigantes como EMI e Warner amargam mais um ano de queda, esta pequena gravadora comemora seu crescimento.

Sua proposta principal é focar seus investimentos em nicho de mercado. Ela não trabalha com divulgação em mídias tradicionais (TV, rádio, outdoor, etc) e direciona seus esforços na comunicação em ponto-de-venda e na distribuição em locais onde o seu público está (cafés, livrarias, bazares e cidades turísticas) – geralmente pessoas com faro musical exigente e apurado.

Com sede em Nova York e escritórios na África do Sul, Austrália, Holanda, Japão e Rio de Janeiro, a Putumayo “usa” formadores de opnião (os nichos) para transformarem o boca-a-boca em sua maior ferramenta de propagação.

Os preços dos CD´s giram em torno de 15 euros e pelo site dos caras você vê uma diferença clara de linguagem: todo ele é ilustrado com um estilo muito parecido com o da literatura de cordel.

* Curiosidade: no site, na seção Blues, no CD Blues Around the World, tem uma faixa do Blues Etílicos, uma das mais tradicionais bandas de blues brasileiro – 10 discos lançados e 20 anos de carreira.

Elvis

agosto 17, 2007

Nada melhor que começar o blog falando de um rei. E bem oportuno, já que o ontem fizeram 30 anos que o The King Elvis se foi.

A MTV, no seu programa MTV 5, fez uma seleção de remixes das músicas do Elvis e mostrou que o rei é o segundo difunto/celebridade que mais fatura (ainda) no mundo da música, perdendo apenas para Kurt Cobain, vocalista do Nirvana.

Particularmente, eu desconhecia tantos remixes. Mas é de se esperar que ele ainda seja interessante comercialmente. Um cara que representou tanto na história do Rock ´n Roll (e do cinema) não poderia fechar seu legado com sua morte.

O único remix que conheço é o que foi feito pelo DJ holandês Junkie XL. Dizem as más linguas que o cara conseguiu resurgir o nome de Elvis no cenário britânico.

Confere aí “A little less conversation”.

* Curiosidade – “Um pouco menos de conversa, um pouco mais de ação..”, tradução da primeira frase de Little Less Conversation, caiu como uma luva no conceito de marca da Nike (Just Do It), que usou o remix em uma campanha publicitária.

No Talo!

agosto 16, 2007

Música é patrimônio do povo. Não tem relações políticas. Não tem burocracia. Não tem chatiação. Só tem um detalhe. Que cada um tem o seu (igual bunda): gosto. Rock, Pop, Funk, Soul, Jazz, Axé, Reggea. Um mundo com tribos que se encontram em acordes, tons, melodia e letra.

Sem querer impor uma tendência. Sem querer estabelecer opniões. Somente entreter e informar. Um espaço democrático que muda seu regime para autoritário quando alguém quiser desviar o rumo desta prosa.

Divirta-se! Aumente o volume e fique a vontade!