Osso duro de roer
Outubro 19, 2007
Tropa de Elite continua dando o que falar. Já fizeram funk e uma peça publicitária hironizando a estréia, digamos, precoce do filme.
Independente da classe social, as palavras BOPE, favela e traficantes, nunca foram faladas com tanta propriedade.
O problema é que a sociedade não se atenta para o real problema. A pobreza, a desigualdade social, a vida massacrante que pobre tem no Brasil. Por outro lado, a dura realidade das autoridades policiais, os baixos salários, a corrupção.
As pessoas cantam as músicas, falam das cenas, consomem o filme como um produto pop. Os celulares de muitos jovens já têm como toque musical uma das músicas tema do filme, cantada pelo MC Cidinho e MC Doca. “Escuta só cara, que legal o meu novo ringtone”. Devem dizer. Mal sabem (ou param para perceber) que a letra é um simples retrato do confronto entre traficantes e (o agora famoso) BOPE. Nos mínimos detalhes.
Me preocupa os caminhos do Brasil. Ainda mais quando podemos ver que a ficção está muito próxima da realidade.
Não vi o filme. Estou esperando os melhores dias para ir ao cinema. Depois do frenezi inicial, ir sem fila e com tranquilidade. Tentar consumi-lo de uma forma diferente.
Quer pagar quanto?
Outubro 17, 2007
Foi a pergunta feita pelos membros da banda Radiohead. Em uma atitude inédita, os caras colocaram o mais novo CD In Raibows à venda no site da banda, pelo preço que o usuário achar que vale. Isso mesmo. $1, $2, $5, nada? Você pode.
Acho que isso reflete um pouco a descrença que, inclusive os artistas, andam com a indústria fonográfica. Uma idéia diferente ou uma ação que acompanha as mudanças do mercado?
Essa notícia me fez lembrar do belo vídeo em que Nico Di Mattia ilustra o rosto de Thom York, vocalista do Radiohead, ao som de Street Spirit.
The best video clipe goes to…
Outubro 9, 2007
E os escolhidos foram os caras do Queen. Isso. O melhor video clipe da história é da música “Bohemian Rhapsody”.
As manchetes estampam exatamente isso: O melhor vídeo clipe da história. Um tanto quanto sensacionalista. A pesquisa foi realizada pela revista britânica “Q”. Você foi consultado? Não? É simples. A amostra atingiu (apenas) 1051 pessoas, claro, das terras inglesas.
Um resultado de certa forma tendencioso. A popularidade do Queen nas bandas de lá supera qualquer mega sucesso. Qualquer mesmo. Thriller, de Michael Jackson, ficou em segundo lugar.
Um pecado. Tanto pela representatividade de Thriller para o mundo da música, quanto pela sua produção, roteiro, etc. Matam a pau.
Um clipe como To the Evolution, do Pearl Jam, ficar fora de qualquer seleção como essa, também demonstram que essa pesquisa não quer dizer nada. Ou quase nada.
O quinto lugar ficou com a música “A Million Ways” da banda OK Go. Está aí um forte exemplo do poder que a internet tem de transformar desconhecidos em celebridades. OK Go pintou nas paradas de sucesso com o inusitado clipe Here It Goes Again. Um hit no You Tube com mais de 23 milhões de views.
Faz a diferença
Outubro 3, 2007
Trilha é o que não andou faltando aqui no blog. Gosto de destacar esse tema, pois a sonoridade na propaganda, TV, cinema, etc, faz a diferença. Tira a monotonia de uma cena e transforma em algo animado. Consegue que as pessoas se recordem de algum trecho que a princípio passaria despercebido.
O que seria de Quentin Tarantino sem a marcante trilha sonora que o diretor de cinema impõem aos seus filmes? Ou os longas do boxeador Rocky com sua famosa música? Star Wars? Indiana Jones?!
O que seria dos leites Parmalat e seus bichinhos de estimação? Do Guaraná Antártica e a pipoca na panela?
A Folha de S.P. está veiculando uma propaganda (criação da África) para divulgar os dvd´s de clássicos do Jazz que vai passar a vender junto com o jornal.
Não é só a trilha que se destaca. O final do VT fecha com a ótima música Cantelope Island (música marcante no mundo do jazz). O mais interessante é o diálogo dos atores. A voz deles foi “substituída” por instrumentos. Extremamente musical.
Trilha
Outubro 1, 2007
Trilha
Outubro 1, 2007
Banda: Sick Puppies
Música: All the same


